segunda-feira, 28 de junho de 2010

HOMO CATAR

Impressionante como nós, seres humanos, temos necessidade de criar classificações para tudo, inclusive para nós mesmos.

Ultimamente, apenas em relação à sexualidade temos inúmeras categorias diferentes de homens: Heterossexual, metrossexual, bissexual, homossexual, pansexual, multissexual e outras tantas.

Cientificamente nossa espécie é chamada de Homo Sapiens. E não é pra menos. O ser humano é um animal sublime, dotado de grande inteligência e capaz de realizar feitos incríveis.

Nos últimos cem anos o Homem dominou os céus, construiu bases no espaço, foi ao fundo do mar, e brincou de Deus ao mapear o código genético.

Embasbacados com nosso próprio intelecto nos denominamos sapiens.

Apesar de todos estes avanços o Homem continua a se deparar com escolhas simples em seu cotidiano.

Todos os dias, ou pelo menos uma vez a cada inverno, cada um de nós se depara com uma questão existencial e complexa. Engolir ou cuspir o catarro.

Isso mesmo, você pode virar a cara, torcer o nariz, mas é a mais pura realidade, só existem dois tipos de Homem: aqueles que engolem o catarro e aqueles que o cospem.

Pense na figura histórica de sua predileção. Albert Einstein? Pois saiba que o gênio da física teve de fazer esta escolha.

Assim, como também sou humano, e como tal também gosto de classificar e rotular pensei em uma nova divisão, capaz de separar os seres humanos em duas subespécies. Engolidores e Cuspidores

Pra não dizer que esta classificação é meramente depreciativa lembre-se que pelo menos ela serve pra desmentir o velho jargão repetido pelas mulheres de que os homens são todos iguais.

Mentira, não são...

Depressão Olímpica

Recentemente li que o número de suicídios aumenta enormemente durante as festas de fim de ano.

Pode ser verdade, mas, a mim, as festividades natalinas não abalam.

Melhor dizendo, não me abalam emocionalmente, pois, comumente, tais festas desmoronam com o equilíbrio do meu sistema digestivo.

De qualquer forma, os abalos provocados pelas festividades de fim de ano ficam restritos as minhas vísceras menos nobres, não chegando a afetar minha saúde psíquica.

Entretanto, de 04 em 04 anos, existe uma festa que me deixa realmente deprimido.

As olimpíadas.

Não que eu seja contra o esporte, ao contrário, adoro... mas, ver todos aqueles jovens, sarados, realizando proezas incríveis me faz pensar o que eu fiz do meu corpo.

É meus caros, neste momento eu me arrependo das cervejinhas no fim do expediente, do churrasquinho, tira-gostos, pizzas e afins.

Fico imaginando que se um extra-terrestre chegasse a terra e visse o Usain Bolt cortando a pista como um raio ao mesmo tempo em que eu me arrasto da sala de televisão até a cozinha ele dificilmente acreditaria que pertencemos a mesma espécie.

Tamanho sentimento de inferioridade em relação aos atletas me impele a querer mudar urgentemente os rumos da minha vida.

Tocado pelo ímpeto de me transformar, levanto-me velozmente (14 segundos de acordo com a cronometragem extra-oficial), ando até a sala e começo a traçar os planos de mudança na minha rotina (planos que começarão a ser executados já na próxima segunda-feira), durante a elaboração do projeto abro uma cervejinha para clarear as idéias e, como ninguém é de ferro, pego umas costelinhas na geladeira pra servir de aperitivo.

As próximas olimpíadas que me aguardem.